Psicóloga clínica, por onde começar?

Eu me chamo Marco, o psicólogo fundador da maior, melhor e mais barata comunidade de Finanças e Negócios em psicologia e hoje quero conversar contigo sobre como começar na psicologia clínica, quais são os passos que você precisa ficar atento, afinal de contas, grande parte de nós, mesmo que tenhamos um bom trabalho na psicologia através de um vínculo empregatício, temos o desejo de atender na clínica, e o começo dos atendimentos na clínica gera um conjunto de dúvidas relacionadas a psicoterapia.

Afinal de contas, nós treinamos muito na faculdade como será feito o manejo na clínica, mas quero trazer pontos relacionados à parte operacional, à gestão e a tudo aquilo que envolve o atendimento clínico em si.

Vou, então, trazer o primeiro ponto que é: o que acontece quando a gente vai oferecer o serviço de psicoterapia?

Pois quando nós vamos trabalhar com a psicologia clínica, nós temos aquela inclinação de querer uma sala, precisar de um espaço e com o a popularização do atendimento online, muitos de nós já estão dizendo o contrário: “não, você não precisa de sala” e você pode ficar perdido.

Afinal, precisa ou não preciso de sala? 

A dica que eu te dou é antes de você ter uma sala e gastar dinheiro com isso, com testes ou com qualquer outra coisa, você vai definir um público.

Algo que eu vejo muito são psicólogas locando sala, preparando, equipando, mobiliando, comprando um teste, e aí vão atender um público que não precisa de tudo isso que foi investido.

Então antes de você se fechar ou sair gastando dinheiro a todo instante, defina o seu público, isso você pode fazer já na faculdade.

Se você, estudante de Psicologia e está lendo esse artigo, você pode fazer isso já na faculdade: definir um público não significa que você tem que viver com esse público até o final.

Claro que lá na frente você pode mudar, mas essa definição é fundamental para que você possa tomar as primeiras decisões que dependem disso, e o que eu já te adianto:

público não é somente faixa etária, público não é abordagem.

Você pode definir como no seguinte exemplo:

“Eu desenvolvo um trabalho na faculdade com estudo sobre crianças autistas, então vou oferecer um serviço de psicoterapia para crianças autistas” ou “estou em processo de transição de carreira, trabalho na organização e quero começar na clínica, quais foram os temas que eu toquei enquanto estava trabalhando na organização? Bem, eu vi pessoas que tinham muitas habilidades sociais para trabalhar e eu posso trabalhar habilidades sociais na clínica”.

Definir um público é fundamental para as decisões subsequentes. 

Segundo ponto que você precisa entender: conheça esse público tão bem quanto você conhece a sua abordagem.

Muitas pessoas são craques na psicanálise, são muito boas na TCC,  são muito boas na ACP, Logoterapia, mas elas não conhecem a realidade do público que elas atendem, as dores dos casais que elas atendem, as dores que envolvem, não só aquela pessoa que tem autismo, mas também de toda a família e de todas as pessoas envolvidas.

Como é, então, que eu vou atender essa pessoa se eu não tenho nenhum conhecimento prévio de todos os pontos que envolvem a vida dessa pessoa?

E isso é possível de estudar, se você prestar atenção em definir o seu público antes e conhecê-lo bem, conhecer como é que ele funciona, você pode, por exemplo, montar o seu espaço de trabalho adequado para esse público, você consegue definir, de fato, se você vai oferecer atendimentos presenciais, se a sua sala vai ser uma torre comercial ou em uma casa, se você vai somente locar por hora, se você vai locar for turno, se já vai ter a sua própria sala. Assim, você vai conseguir tomar essas decisões. 

Terceiro ponto: se relacione com o seu público.

Se você ainda não começou ou está começando, já se relaciona com o teu público, se você só estuda, só estudar não basta, é preciso que você se relacione com seu público

Afinal de contas, muitas vezes, nós oferecemos um serviço de relacionamento que as pessoas precisam se identificar com a gente,  precisam ver que não somos um estranho pelo qual ela resolveu partilhar a vida delas.

É super importante que você já construa esse relacionamento com o teu público e o mais bacana: esse relacionamento já pode ser construído através das redes sociais, onde nós socializamos com as pessoas, é importante que você já construa esse relacionamento, seja através da internet, seja através do ambiente offline.

Quarto ponto: defina como você vai trabalhar.

Recapitulando: definir o seu público alvo, conhecer seu público-alvo, como é que você vai trabalhar com esse público, por exemplo, aquilo que eu te falei anteriormente: se você vai atender crianças autistas, você sabe que dificilmente o atendimento online – pelo menos até onde eu sei –  funciona, então você já consegue tomar essa decisão. 

“Marco, o que é que você indica caso eu precise ter atendimentos presenciais e eu estou começando?”

Não subloque somente a hora e também não compre uma sala, subloque pelo menos um turno, pois tem pessoas que pegam a sala somente quando elas vão precisar fazer o atendimento, e elas não têm o hábito de ter uma rotina de trabalho fora dele.

Pode acontecer da psicóloga ir atender, mas todo o resto do tempo, ela não estar utilizando para se relacionar com as pessoas, para produzir conteúdo, para estudar o público, para seguir todos esses passos anteriores no começo e aí ela fica sem ter cliente.

Locando por hora, você não vai ter a cultura de trabalhar, que é o que vai fazer com que os clientes cheguem e continuem com você. É importante que você tenha já essa cultura de trabalhar se você vai ter ali o atendimento presencial.

Se o atendimento foi exclusivamente online, eu te aconselho: tenha um espaço separado na sua casa, para que você possa trabalhar e definir que ali vai ser o seu local de atendimento.

Você separa, você organiza, tem toda a questão do sigilo e você se organiza para, ao entrar nesse espaço, não entrar só para atender mas entrar para produzir conteúdo, para se relacionar com o teu público, partilhar sobre o teu público, não só sobre a abordagem. Então esses quatro pontos são fundamentais. 

O quinto ponto é: com os seus primeiros clientes seja claro com ele a respeito de como o serviço funciona.

Muitas pessoas vão para a primeira sessão de psicoterapia e vão embora depois porque elas não têm um entendimento claro de como funciona aquele serviço, nós não sabemos explicar pontos básicos, como tempo de sessão, quanto que o cliente terá que investir.

Então a pessoa fica com medo de entrar, por exemplo, no acompanhamento e saber que ela pode nunca mais sair. Você conhece a psicoterapia, mas seja bem sincero: se você não conhecesse esse serviço, você acharia que era para você?

Pois é isso que acontece com boa parte dos clientes: eles não entendem, e essa falta de clareza faz com que eles não continuem, então seja claro em como o serviço funciona, seja claro na comunicação do preço, como nós ensinamos aqui na Comunidade Nobre.

Aprenda a dar devolutiva aos seus clientes de tempos em tempos, mostrar ao seu cliente onde foi que evoluiu, onde foi que ele já deu o passo, onde ele ainda pode melhorar, para que ele perceba que aquele serviço de fato está alcançando a vida dele, que o serviço que você está oferecendo para ele está sendo útil. 

Por fim e muito importante, resumindo tudo que a gente falou: tenha um público-alvo, estude seu público, relacione-se com ele, tenha um bom ambiente de trabalho e estruture bem o seu serviço, seja claro na comunicação com o cliente, isso é fundamental para que você comece bem e continue bem na psicoterapia.

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